Monday, 11 June 2012

Onde fui feliz e onde sou feliz agora

No sabado fui visitar a minha irmã, viagem de cerca de 1 hora, na ida fui a conduzir depressa para chegar depressa, na volta revisitei cd's meus que trouxe de Portugal e que já nem sabia o que tinha lá.

Acabei por revisitar "vidas passadas" com outros amores e desamores...


Lembrei-me de ti no castelo de São Jorge quando tinhamos 16 anos e nos fins de semana quando estavas fora do colégio iamos visitar todos os locais de turismo de Lisboa e arredores, iamos de transportes públicos, iamos a pé, tinhas horas de regresso a casa marcadas, lembras-te?


E de ti, tinha 18 anos... lembras-te da ida ao Gerês e da cascata de água gelada? Lembras-te de fazermos a Serra da Estrela de noite e sem vidro para brisas, música alta para fazer esquecer o frio e sacos camas em cima de nós, lembras-te?

Por motivos que talvez me ultrapassam ou não, prefiro não falar de alguns amores /desamores, não me consigo lembrar de coisas boas sobre eles, então prefiro não falar...

Tinha 23 anos fui visitar-te a Inglaterra, onde estavas a estudar, eras colega do meu irmão, fomos ver o Cats e Les Miserábles, o nosso restaurante favorito era a Tia Alice em Fátima, lembras-te? Para me impressionares levaste-me a jantar ao Mestre Zé no Guincho, foste um querido, lembras-te? Ainda guardo as tuas cartas e cartões todos, são duas caixas enormes cheias de frases de amor que acabei por esquecer, não revisitei e segui com a minha vida.

E de ti... Iamos a Óbidos, passavamos os fins de semana no Algarve, tinhamos o nosso restaurante favorito no Guincho, mas algures no caminho perdemo-nos e nunca mais nos conseguimos encontrar ou acertar o passo e foi esta a nossa história, uma história de desencontros.

E tudo isto foi revisitado por causa de uma música - Sozinho de Caetano Veloso


Agora... Olhando agora para trás é claro o percurso que tive de fazer para chegar aqui, aos braços de um homem que parece ter sido desenhado especialmente para mim, bastava um desvio, uma decisão diferente e nunca o teria conhecido e a certeza de ter chegado a casa nunca viria.

Fazemos das florestas o nosso local favorito, descobrimos caminhos e janelas e vamos rindo no percurso.

Obrigada por quereres percorrer comigo o resto do caminho que temos pela frente.

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