Wednesday, 16 March 2011

Cidades nas nuvens

Estive estes 2 dias que passaram a trabalhar numa cidade que tem estado nas nuvens, eu explico melhor: como a cidade está num terreno um pouco mais elevado, o nevoeiro não desaparece, limita-se a estas mais ou então menos denso.

O caminho para lá chegar tem sido a velha estrada de montanha no mais completo nevoeiro com grau de visibilidade muito perto do 0, hoje estive mesmo para estacionar na berma e pedir a alguém (ao marido, quem mais?!?) que me fosse lá buscar que eu não queria conduzir com aquela falta de visibilidade, mas acabei por não estacionar na berma (porque não a vi com tanto nevoeiro) e acabei por chegar ao trabalho muito a horas.

Passei o dia nas nuvens literalmente e no caminho para casa foi a mesma aventura.

A pergunta (a que se alguma alma caridosa souber a resposta eu agradeço) que não me largou todo o dia foi: mas onde é que esta gente anda com a cabeça para construir uma cidade neste sitio?

A outra questão que se me tem colocado (e agradeço "input" se alguém souber) é: como é que a raça humana se aventurou a povoar estes espaços frios do globo?!?!?! porque é que não ficaram assim a modos mais para o mediterrâneo? e já agora para quê?!?!? Para apanharem frio todo o ano?!?!?

Expliquem lá se conseguirem que hoje o tico e o teco não estão para se incomodar.

Tuesday, 15 March 2011

...

Ontem fui para a cama estoirada, logo ali pelas 7h noite , pode-se mesmo dizer que fui para a cama antes das galinhas, hoje acordei às 6h da matina... Saltei da cama, arranjei-me, tomei o pequeno almoço, preparei o pequeno almoço do marido e saí para o trabalho.

Enquanto conduzia (mais uma vez pela velha estrada de montanha que atravessa as Penine Mountains) no meio do nevoeiro mais denso que alguma vez vi na minha vida, tive uma revelação se assim lhe quiserem chamar.

Encontro-me exactamente onde devo estar neste momento

Tuesday, 8 March 2011

A vida não pode esperar...

Hoje cheguei à conclusão (pela enésima vez) que a vida não pode esperar...

Explicando-me melhor, não posso esperar que determinadas coisas aconteçam para que possa fazer outras, por exemplo, não posso esperar que o quarto do sotão esteja pronto para voltar a pintar.

Vinha na estrada que vai pelo mesmo pelo meio das Penine Mountains, não é uma auto-estrada, é apenas uma estrada muito velha cheia de curvas e contracurvas e apercebi-me que apesar das boas intenções ainda estou à espera...

Logo por coincidência hoje venho online e tenho um comentário da Malay no meu blog, parecia que me tinha ouvido a pensar na vida a caminho de casa.

E quem é a Malay, perguntam vocês, e eu respondo: é uma amiga minha, é uma pessoa que conheci no meu grupo de pintura e que passou para o meu grupo de amigas, é uma pessoa com quem tive (e vou tendo) o prazer de percorrer os caminhos por onde a vida nos levou (e vai levando) e que me ensinou quão fortes conseguimos ser apesar da nossa fragilidade enquanto seres humanos.

Voltando ao que aqui me trouxe hoje, aqui a "piquena" avisa que vai voltar a pintar, vai ser como foi da primeira vez, flores, só não vai ser um girassol, porque não me parece uma boa ideia repetir um tema à letra.

Aqui fica um lembrete do primeiro quadro que alguma vez pintei em toda a minha vida.

Sunday, 6 March 2011

Até o silêncio tem um fim

Depois de tantos dias de silêncio venho quebrá-lo.

Amanhã começo no meu novo trabalho, já cá vieram pôr o carro da empresa à porta e já tenho a sacola pequenina para pôr o almoço pronta, ainda não encontrei a que tinha que era térmica, mas para agora está muito bem.

O marido hoje fez pão (recuso-me a comer pão de compra - a menos que seja da padaria da esquina) e já tenho pão para a minha sandocha do almoço.

Hoje fiz pasta em casa para o jantar, estava uma delicia e consegui deixar a cozinha virada do avesso (!!!!!), mas o marido ajudou a limpar, por qualquer motivo que me ultrapassa, desta vez tinha tacho e panelas pela cozinha fora, farinha por todo o lado (tipo bomba de farinha que rebentou e deixou farinha por todo lado), enfim, mistérios da natureza...

A última vez que fiz pasta, no fim de tudo, a cozinha estava limpinha...