Monday, 11 June 2012

Percursos... 250º post talvez

Estava a fazer uma limpeza ao blog e encontrei este post com pouco mais de um ano e que nunca foi publicado, mais vale tarde que nunca...

02/04/2011
Talvez isto não seja assunto para um blog que está aberto a todo o mundo, mas aqui vai, são vários assuntos mas estão todos interligados. O ponto comum sou eu... Pronto este é oficialmente um blog sobre mim lol

Tive de sair do emprego que tinha, as horas de condução diárias (4 horas), mais 6 horas em pé estavam a rebentar comigo. As dores nas articulações todas tornaram-se insustentáveis, deitava-me com dores, dormia mal, acordava com dores, para conseguir sair da cama tinha de rebolar para fora da cama de forma a que os pés tocassem não chão sem ter de me levantar em peso, o fim de semana não era suficientemente comprido para as dores passarem, o estado de desconforto fisico geral era grande demais para ser sustentado, e o trabalho (vim a descobrir à minha custa) tinha um nome bonito (area managar) para uma coisa muito feia - hard sales (que não sou eu de forma alguma). Claro que os objectivos semanais que tinha nunca foram alcançados e acabei por me reunir com a minha chefe e explicar que a coisa não estava a funcionar, ela foi simpatica e a coisa acabou assim.

Hoje fui visitar a minha irmã e no caminho para e de casa dela vim a ouvir a música que tocou no meu casamento, escolhida pelo marido e por mim.

Fizemos 7 meses de casados este domingo que passou, não estou minimamente arrependida de ter escolhido este homem para meu companheiro de percurso (também era chato ao fim de pouco tempo de casada estar arrependida), sei que tenho pela frente uma vida de trabalho (mesmo que não seja a trazer montes de dinheiro para casa), o marido tem a sua forma de encarar a vida e o motivo em que estamos definitivamente em desacordo é a religião: eu sou católica, ele também não. Voltando ao que nos une e não ao que nos separa (mas também lá chegaremos).

Ele é sempre atencioso, carinhoso, delicado, apoia-me, enquanto estive a trabalhar não houve um dia que eu chegasse a casa e o jantar não estivesse cozinhado ou a cozinhar (na pior da hipoteses telefonava-me para saber o que eu tinha deixado a descongelar para ele começar o jantar), e eu não preciso de justificar o motivo pelo qual o amo enumerando todas as suas qualidades, mas podem ter a certeza que são muitas.

Temos o objectivo de comprar uma quinta em Portugal e de nos mudarmos para lá. Eu expliquei-lhe que sem emprego não quero ficar, é muita incerteza para a minha paz de espirito e sejamos realistas, se em Inglaterra ele é o ganha pão principal da familia, em Portugal terei de ser eu uma vez que o Português dele é inferior ao Português de um miúdo de 1 ano. Queremos comprar uma quinta que seja de um bom tamanho para nos dar comida biológica (quem segue este blog sabe como isso é importante por nós) e ainda rendimento extra. Temos estado a trabalhar para lá chegar (devagar, que ele tem obrigações familiares e eu explico, a familia tem uma empresa que não tem nada a ver com o que ele queria fazer da vida dele, no entanto, ele é o único dos 3 irmãos que sabe como gerir a coisa, e isto de nos mudarmos está a gerar mutio fusué na familia).

(pergunta que o marido acabou de me fazer: Can nuns play football? ao que eu respondi: Of course they can!! - Erético!!!! isto na sequência de um anúncio)

O que me chateia a sério é a forma como ele pensa que devemos lá chegar, não esqueçamos que temos de levar o conteúdo de uma casa e um cão de tamanho médio, e o marido quer fazer isto com o minimo de despesa possível, o que eu concordo plenamente, mas parece-me que daqui a pouco estará a sugerir que vamos a pé e a nado com cão e com as coisas atrás.

Como levar isto de forma a que chegue a bom porto sem grandes dramas? Com muita calma e a explicar tudo muito bem de forma a que ele perceba o que estou a dizer (isto da barreira linguistica aplica-se no nosso caso que o marido é beef, e não fala pinga de português) e também com muita fé de que tudo vai correr bem.

E dada a hora acabei de me perder no que aqui conversava e vou para a cama, dou-vos a conclusão amanhã que o cão já me está a avisar que são horas de ir para a cama, e sim é o cão mesmo, não estou a insultar o marido.


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